Categoria Textos

Lançamento do Livro é notícia no CORREIO BRAZILIENSE 0

Sep4

Brasília, sexta-feira, 27 de agosto de 2010

 

Rapper reúne letras em livro com o sugestivo título A rima denuncia.

Regina Bandeira

Especial para o CorreioEspecial para o Correio

Pioneiro do movimento hip-hop de Brasília, o rapper GOG resolveu transformar em poesia urbana as letras de 48 músicas de sua autoria. Seu primeiro livro, A rima denuncia, lançado em 25/08/2010, na Fnac do Parkshopping, e revela momentos importantes da carreira do músico e histórias da cena da música negra brasiliense.                

O livro tem 265 páginas e, entre as mais de 100 músicas do repertório do artista, foram escolhidas as letras mais pujantes, de mensagens mais fortes. “Escolhi os textos de melhor qualidade. Meu foco é na juventude”, adianta o compositor, de 45 anos, que rejeita o rótulo de poeta marginal.

“Produzo uma leitura divergente, me comunicando com o meu leitor. Diferentemente do Plano Piloto, nossas cidades não têm um museu ou um teatro, mas isso não nos deixa à margem. Isso nos coloca no centro do problema”, reforça o artista, que começou a escrever textos e músicas de protesto em meados da década de 1980.

Escrevia, mas não conseguia espaço na cena musical da cidade. Em 1992, chegou a fazer uma parceria com o selo Discovery, em que lançou seu primeiro trabalho sonoro, Peso Pesado. Um ano depois, lançou o selo Só Balanço — que além de seus próprios CDs, também apoiou artistas da black music contemporânea, como Dino Black, Japão, Mano Mix, Rapadura e Nêgo Dé. “Tivemos de construir as coisas, abrir o caminho”, recorda.

 

Gratuito

No lançamento do livro ocorreu um pocket show com a cantora e instrumentista brasiliense Ellen Oléria acompanhada pelos músicos Kiko Santana (violão) e Buiu Bass (carron/percurssão). No ano passado, a cantora produziu seu primeiro CD, com uma mistura de funk, hip-hop e samba. Também está programado um recital de poesias totalmente aberto à comunidade. O evento teve entrada franca.

               
A Rima Denuncia Do rapper GOG. Global Editora. Número de páginas: 265. Preço médio: R$ 46. Lançado em 25/08/2010 na Fnac do ParkShoping, com show de Black Music, com Ellen Oléria (voz), Kiko Santana (violão) e Buiu Bass (carron). O livro também será vendido no site do artista: www.gograpnacional.com.br

               
Dividido em oito capítulos, cada um deles abordando diferentes fases do artista, a publicação pode ser lida como um retrato da cena da música negra feita nas cidades- satélites do Distrito Federal nos últimos anos, tendo GOG como personagem principal. Para serem incorporadas ao livro, as letras passaram pela avaliação do professor de literatura Nelson Maca, um dos ativistas do movimento negro da Bahia que pontuou as letras, dando ao texto o sentido correto das intenções do artista. “Uma coisa é ouvir a letra; outra, ler o texto. O Nelson nos ajudou nessa tradução das frases, que, dependendo da pontuação, podem expressar emoções e mensagens diferentes”, destaca.

A educação é uma área sensível para o músico, cuja mãe é professora. “Costumo dizer que estudo é escudo. Fui alfabetizado com os livros da Cecília Meirelles”, lembra o músico, que se formou em economia. “Não quero mudar ninguém, mas é sempre bom poder aumentar a autoestima das pessoas, ampliar seu campo de visão”, argumenta o músico.

Durante a entrevista ao Correio, GOG se preocupa com os conteúdos políticos de suas frases. Não gosta de dizer rap, mas “rep” (“para aproximar da língua brasileira”) e chama seus shows de “celebração”. “Não faço show, celebro. Celebrar deixa saudade, traz a ideia de união em torno de um momento. Na celebração você bate papo, desmistifica o artista. É diferente de sair de casa, fazer um evento, voltar e nem olhar a comunidade”, argumenta o músico que fez de sua produtora uma espécie de coletivo — grupo de pessoas interessadas em discutir seus problemas — em que música, poesia e luta social convivem integralmente. Em novembro, GOG lança seu 10º CD, em pleno dia da Consciência Negra (20).

A rima tem urgência, o caso é complicado

Tem que ser certeira, não pode errar o alvo

A rima denuncia e sacrifica…

A rima não se silencia nos lamentos nos desgostos

É eterna, seu autor nunca está morto…

Cheguei pra ficar, entrei no ar, o meu lema é expressar

O meu modo de agir, de pensar, sem me deixar levar

Sou rapper, sou forte, sou GOG, então vamos lá!

O Censo 2010 e a População Negra 0

Sep4

censo-2010Como no último censo onde o quesito cor foi utilizado, o Censo 2010 não avança muito com relação à população negra. Realizamos naquele censo a campanha Não Deixe Sua Cor Passar em Branco (1991). Alegávamos que se o IBGE não havia conseguido acompanhar e incorporar os avanços obtidos na configuração do termo negro para identificar as/os descendentes de africanas/o Creio que obtivemos algum avanço, pois a partir daí iniciou-se a agregação de “pretos e pardos” que passaram a ser considerados negros, em várias pesquisas. Não é o bastante, porém, temos que ter mente que existem inúmeras batalhas a serem vencidas. E dentre as que devemos fazer frente é a de questionarmos o IBGE por não contemplar nossa postura identitária sócio-historica-cultural como povo Negro.
Agora temos o Censo 2010 que está caminhando até novembro para recensear novamente a população brasileira, e dentre ela nos encontramos.
Na Amostra encontraremos o item “6.06 – A sua cor ou raça é:” (IBGE, p. 192, 2010). No questionário Básico o item que registra é “6.04 - A sua cor ou raça é:” (IBGE, p. 192, 2010).
A recomendação dada, neste item, às/aos recenseadoras/es é a seguinte: “Leia as opções de cor ou raça para a pessoa e registre aquela que for a declarada. Caso a declaração não corresponda a uma das alternativas enunciadas no quesito, releia as opções para que a pessoa se classifique na que julgar mais adequada. Em nenhum momento você deve influenciar a resposta da/o entrevistada/o (IBGE, p. 192, 2010)
Conforme o caso, registre:
1 – Branca - Para a pessoa que se declarar branca
2 – Preta - Para a pessoa que se declarar preta.
3 – Amarela - Para a pessoa que declarar de cor amarela (de origem oriental, japonesa, chinesa, coreana, etc.).
4 – Parda - Para a pessoa que se declarar parda.
5 – Indígena - Para a pessoa que se declarar indígena ou índia.
Esta classificação se aplica tanto aos indígenas que vivem em terras indígenas como aos que vivem fora delas.
Como podemos observar não há nenhuma preocupação em explicitar quem são as pessoas pretas e muito quem são as pessoas “pardas” (que nas edições mais antigas do Aurélio trazia como verbete: pardo = Branco sujo).
No tocante às religiões de Origem Africanas, o item “6.12 – Qual é a sua religião ou culto”, a questão é muito mais de assunção de nossa identidade religiosa, pois poderemos declará-la com toda tranquilidade uma vez que o PGA (o computador de mão do/a recenseador/a) poderá registrá-la (IBGE, p.194, 2010).
A metodologia utilizada para a coleta de dados obedecerá às informações obtidas por meio de entrevista presencial feita pelo/a recenseador/a sendo as respostas registradas em um computador de mão ou preenchimento do questionário via internet (a ser utilizado em último caso).
Para a coleta de dados, será usado um dos modelos distintos de questionário:
Básico ou da Amostra, em todos os domicílios do Território Nacional (IBGE,p. 16, 2010).
Necessitamos entender a importância deste momento, nem todas/os nós seremos contempladas/os com o questionário de Amostra para podermos declarar nossa Religião, contudo, não podemos abdicar de declararmos nossa Cor ou nossa Raça.
Logo, deveremos voltar àquela estratégia que utilizamos outrora, ou seja, DECLARAR QUE SOMOS PRETAS/OS para garantirmos a manutenção e continuação de políticas públicas para a população negra.

LATINIDADES - FESTIVAL DA MULHER AFRO LATINO AMERICANA E CARIBENHA 0

Jul27

PrintA edição 2010 será no Museu da República, de 12 a 15 de agosto. Quatro dias de programação com seminários, campanhas e apresentações culturais. Este ano o tema é o censo. A partir de agosto o censo estará nas ruas com o principal objetivo de quantificar a população brasileira e é fundamental termos o número de negros e negras para nortear a formulação de políticas públicas para esta grande parcela da população. O mesmo ocorrerá em outros países da América Latina, por onde diversas campanhas deverão surgir de 2010 a 2011.
 
Toda a programação do Latinidades é gratuita e pretende dar visibilidade à situação da mulher afrolatina com um evento de reflexão e muita diversão!
 
  
CULTURA NEGRA
 
Thalma de Freitas é uma das atrações do Latinidades 2010
 
No dia 15 de agosto as apresentações culturais começarão a partir das 16h com o Grupo Cultural Jogo de Cintura, que apresentará o carimbó mirim do Varjão. A maioria crianças carentes atendidas pela creche comunitária da cidade.
 
A Central Única das Favelas, Cufa, apresentará o basquete de rua feminino da Ceilândia. E uma roda de capoeira angola vai coroar a tarde de domingo, puxada por mulheres e com participação de todos que sentirem vontade de fortalecer o axé.
 
Na sequência, discotecagem com DJ Donna e shows com Ellen Oléria, Nós Negras, Frente Nacional Mulheres no Hip Hop, Batalá e Thalma de Freitas, na área externa do museu.
 
 
DIFUSÃO DE CONHECIMENTO
 
Dias 13 e 14 quatro seminários muito importantes para discussão da situação da mulher negra no Brasil serão ministrados por especialistas, tendo as/os participantes certificado com carga horária emitido pela Universidade de Brasília, por meio de parceria com a Casa de Cultura da América Latina, Departamento de Extensão.
 
Mulheres Negras na Política, Mulheres Negras na Cultura e Comunicação, Mulheres Negras na Educação e Saúde da População Negra são os temas das mesas que tem número de participantes limitado por ordem de inscrição. Serão oitenta vagas por mesa.
 
 
PROGRAMAÇÃO 2010
 
12 de agosto – Cerimônia de Abertura
 
Recepção e apresentação Regiões de Matriz Africana
·         Fórum Religioso Afrobrasileiro do Distrito Federal e Entorno, FOAFRO, com dez mães de santo, ogãns, defumação e apresentação de dança da orixá Iansã.
 
Curtas
·         Apresentação de quatro curtas da Série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI”, uma produção da Unifem em parceria com a TV Brasil/Canal Integración.
 
Composição de mesa
·         Representante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
    Igualdade Racial – Seppir
·         Representante da Secretaria de Política para as Mulheres – SPM
·         Representante da Unifem/ONU Mulheres
·         Representante da Unfpa
·         Representante do Ministério da Mulher – Venezuela
·         Ministério da Cultura – Américo Córdula
  
13 e 14 de agosto – Seminários
(Certificação da Universidade de Brasília – Casa de Cultura da América Latina- DEX/UnB)
 
13 de agosto – das 9h às 12h
Seminário Censo: Mulheres Negras na Política
Mediadora: Daniela Marques, Fórum de Mulheres Negras
 
·         Maria Inês Barbosa – Médica e Pesquisadora Colaboradora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA
·         Cida Abreu – Secretaria Nacional de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores
·         Elza Caetana – Promotora Legal Pública
·         Erika Kokay – Deputada Distrital
·         Givânia Maria da Silva - Coordenadora Geral de Regularizacao de Territorios Quilombolas do INCRA
  
Almoço no local
  
Das 12h às 17h
Seminário Censo: Mulheres Negras na Cultura e Comunicação
Mediadora: Juliana Nunes, Fórum de Mulheres Negras
 
·         Sarita Bastos – jornalista, especialista em redes sociais
·         Iris Cary – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial – Cojira
·         Representante da Rede Mulher Afrolatina
·         Beth de Oxum – Rede Mocambos
·         Representante do Ministério da Cultura – Secretaria de Diversidade e Identidade
 
14 de agosto - das 9h às 12h
Seminário Censo: Mulheres Negras na Educação
Mediadora: Poliana Mendes, Fórum de Mulheres Negras
 
·         Denise Botelho – Professora da Universidade de Brasília, especialista em educação e diversidade étnico-racial e de gênero
·         Lucilene Costa e Silva –Universidade de Brasília, especialista em história da África
·         Professora Ildete Batista – especialista em educação infantil com foco na implementação da Lei 10.639/11645
·         Vera Verônica – MC, mestra em educação
·         Nilma Gomes – Conselho Nacional de Educação
·         Representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Diversidade (SECAD)
 
Almoço no local
 
 Das 12h às 17h
Seminário Censo: Saúde da População Negra
Mediadora: Sabrina Faria
 
 
·         Ana Maria Costa - Médica e Diretora do Departamento de Gestão Participativa do Ministério da Saúde
·         Sandra Duarte Nobre Mauch - Núcleo de Atenção à Saúde Integral da Mulher – NAISM/DF - Gerente de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável
·         Fabíola Aguiar – Secretária de Saúde do Distrito Federal
·         Representante da Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus
·         Ana Margareth Gomes – Secretaria de Atenção à Saúde – Ministério da Saúde
 
15 de agosto – Festival Cultural
 
·        16h - Apresentação do Grupo Cultural Jogo de Cintura – carimbó mirim do Varjão
·        17h - Basquete de Rua CUFA
·        17h30min - Roda de Capoeira
·        18h30min - Discotecagem DJ Donna com o melhor do ritmo afrolatino
·        19h30min Shows
·         Ellen Oléria
·         Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop
·         Batalá
·         Nós Negras
·         Thalma de Freitas
 
 
 
INSCRIÇÕES
 
Para participar dos seminários do Latinidades 2010, dias 13 e 14 de agosto no Museu da República, basta encaminhar e-mail para mesasafrolatinas@gmail.com com o título Inscrição. No corpo do e-mail deverá ser sinalizado nome da/do inscrita/o, telefone de contato, nome do(s) seminário(s) de interesse.

Para confirmar presença na mesa de abertura, no dia 12 e agosto, basta enviar e-mail para aberturaafrolatina@gmail.com.
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Para assistir às apresentações culturais no dia 15 de agosto, não é necessário qualquer inscrição. Esperamos você e lembramos que toda a programação do festival é gratuita! Até já!
 
MAIS INFORMAÇÕES em breve!

M.I.C.R.O.F.O.N.I.A. - Batalha de Mc’s de Brasilia 31/julho 0

Jul26

Flyer_finalPrintA Manifesto traz para Microfonia, a etapa Brasília da eliminatória da Liga os Mc’s . Projeto que conseguiu visibilidade e credibilidade sendo autêntico no seu conceito, mostrando a mais pura e real essência do que é uma batalha de mc. Aori aka Mc Lapa é nosso mestre de cerimônia nessa terceira edição da Batalha ao lado do DJ Babão comandando os beats. O show fica por conta do INUMANOS(RJ) - Inteligência Natural União Maior Através de Núcleos Originários do Subterrâneo - trazendo o underground à tona. Nessa edição quem define o vencedor de cada duelo é o público, com gritos e mãos para o alto para defender o candidato mais sagaz e carismático.

 

Pista M.I.C.R.O.F.O.N.I.A.

Dj Ocimar
Dj A
Dj Batma
***INUMANOS(RJ)*** Mc Aori + Dj Babão
Projeções VJ Reyzec

Mcs selecionados:
MC Ahoto**MC Qualhada**Mc Tikin**Mc Zigotto**Mc Marcão**Lucio Marques**Mc Lock**Mc Kabeça.

Pista BigUp

Coletivo BigUp (Freeky, Weirdo, Negativz)
Dj Ogro
Dj Babão (RJ) Bassline Set

31 de JULHO 22h - Sábado - Subsolo do Teatro Dulcina - Conic

Mulheres R$10, ate 1h depois R$15,

Homens R$ 15,

Estacionamento com segurança - Censura 18 anos

Infos: microfonia.bras.ilha@gmail.com
8173.0523

Realização: MANIFESTO
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