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LATINIDADES - FESTIVAL DA MULHER AFRO LATINO AMERICANA E CARIBENHA 0

Jul27

PrintA edição 2010 será no Museu da República, de 12 a 15 de agosto. Quatro dias de programação com seminários, campanhas e apresentações culturais. Este ano o tema é o censo. A partir de agosto o censo estará nas ruas com o principal objetivo de quantificar a população brasileira e é fundamental termos o número de negros e negras para nortear a formulação de políticas públicas para esta grande parcela da população. O mesmo ocorrerá em outros países da América Latina, por onde diversas campanhas deverão surgir de 2010 a 2011.
 
Toda a programação do Latinidades é gratuita e pretende dar visibilidade à situação da mulher afrolatina com um evento de reflexão e muita diversão!
 
  
CULTURA NEGRA
 
Thalma de Freitas é uma das atrações do Latinidades 2010
 
No dia 15 de agosto as apresentações culturais começarão a partir das 16h com o Grupo Cultural Jogo de Cintura, que apresentará o carimbó mirim do Varjão. A maioria crianças carentes atendidas pela creche comunitária da cidade.
 
A Central Única das Favelas, Cufa, apresentará o basquete de rua feminino da Ceilândia. E uma roda de capoeira angola vai coroar a tarde de domingo, puxada por mulheres e com participação de todos que sentirem vontade de fortalecer o axé.
 
Na sequência, discotecagem com DJ Donna e shows com Ellen Oléria, Nós Negras, Frente Nacional Mulheres no Hip Hop, Batalá e Thalma de Freitas, na área externa do museu.
 
 
DIFUSÃO DE CONHECIMENTO
 
Dias 13 e 14 quatro seminários muito importantes para discussão da situação da mulher negra no Brasil serão ministrados por especialistas, tendo as/os participantes certificado com carga horária emitido pela Universidade de Brasília, por meio de parceria com a Casa de Cultura da América Latina, Departamento de Extensão.
 
Mulheres Negras na Política, Mulheres Negras na Cultura e Comunicação, Mulheres Negras na Educação e Saúde da População Negra são os temas das mesas que tem número de participantes limitado por ordem de inscrição. Serão oitenta vagas por mesa.
 
 
PROGRAMAÇÃO 2010
 
12 de agosto – Cerimônia de Abertura
 
Recepção e apresentação Regiões de Matriz Africana
·         Fórum Religioso Afrobrasileiro do Distrito Federal e Entorno, FOAFRO, com dez mães de santo, ogãns, defumação e apresentação de dança da orixá Iansã.
 
Curtas
·         Apresentação de quatro curtas da Série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI”, uma produção da Unifem em parceria com a TV Brasil/Canal Integración.
 
Composição de mesa
·         Representante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
    Igualdade Racial – Seppir
·         Representante da Secretaria de Política para as Mulheres – SPM
·         Representante da Unifem/ONU Mulheres
·         Representante da Unfpa
·         Representante do Ministério da Mulher – Venezuela
·         Ministério da Cultura – Américo Córdula
  
13 e 14 de agosto – Seminários
(Certificação da Universidade de Brasília – Casa de Cultura da América Latina- DEX/UnB)
 
13 de agosto – das 9h às 12h
Seminário Censo: Mulheres Negras na Política
Mediadora: Daniela Marques, Fórum de Mulheres Negras
 
·         Maria Inês Barbosa – Médica e Pesquisadora Colaboradora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA
·         Cida Abreu – Secretaria Nacional de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores
·         Elza Caetana – Promotora Legal Pública
·         Erika Kokay – Deputada Distrital
·         Givânia Maria da Silva - Coordenadora Geral de Regularizacao de Territorios Quilombolas do INCRA
  
Almoço no local
  
Das 12h às 17h
Seminário Censo: Mulheres Negras na Cultura e Comunicação
Mediadora: Juliana Nunes, Fórum de Mulheres Negras
 
·         Sarita Bastos – jornalista, especialista em redes sociais
·         Iris Cary – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial – Cojira
·         Representante da Rede Mulher Afrolatina
·         Beth de Oxum – Rede Mocambos
·         Representante do Ministério da Cultura – Secretaria de Diversidade e Identidade
 
14 de agosto - das 9h às 12h
Seminário Censo: Mulheres Negras na Educação
Mediadora: Poliana Mendes, Fórum de Mulheres Negras
 
·         Denise Botelho – Professora da Universidade de Brasília, especialista em educação e diversidade étnico-racial e de gênero
·         Lucilene Costa e Silva –Universidade de Brasília, especialista em história da África
·         Professora Ildete Batista – especialista em educação infantil com foco na implementação da Lei 10.639/11645
·         Vera Verônica – MC, mestra em educação
·         Nilma Gomes – Conselho Nacional de Educação
·         Representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Diversidade (SECAD)
 
Almoço no local
 
 Das 12h às 17h
Seminário Censo: Saúde da População Negra
Mediadora: Sabrina Faria
 
 
·         Ana Maria Costa - Médica e Diretora do Departamento de Gestão Participativa do Ministério da Saúde
·         Sandra Duarte Nobre Mauch - Núcleo de Atenção à Saúde Integral da Mulher – NAISM/DF - Gerente de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável
·         Fabíola Aguiar – Secretária de Saúde do Distrito Federal
·         Representante da Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus
·         Ana Margareth Gomes – Secretaria de Atenção à Saúde – Ministério da Saúde
 
15 de agosto – Festival Cultural
 
·        16h - Apresentação do Grupo Cultural Jogo de Cintura – carimbó mirim do Varjão
·        17h - Basquete de Rua CUFA
·        17h30min - Roda de Capoeira
·        18h30min - Discotecagem DJ Donna com o melhor do ritmo afrolatino
·        19h30min Shows
·         Ellen Oléria
·         Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop
·         Batalá
·         Nós Negras
·         Thalma de Freitas
 
 
 
INSCRIÇÕES
 
Para participar dos seminários do Latinidades 2010, dias 13 e 14 de agosto no Museu da República, basta encaminhar e-mail para mesasafrolatinas@gmail.com com o título Inscrição. No corpo do e-mail deverá ser sinalizado nome da/do inscrita/o, telefone de contato, nome do(s) seminário(s) de interesse.

Para confirmar presença na mesa de abertura, no dia 12 e agosto, basta enviar e-mail para aberturaafrolatina@gmail.com.
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Para assistir às apresentações culturais no dia 15 de agosto, não é necessário qualquer inscrição. Esperamos você e lembramos que toda a programação do festival é gratuita! Até já!
 
MAIS INFORMAÇÕES em breve!

M.I.C.R.O.F.O.N.I.A. - Batalha de Mc’s de Brasilia 31/julho 0

Jul26

Flyer_finalPrintA Manifesto traz para Microfonia, a etapa Brasília da eliminatória da Liga os Mc’s . Projeto que conseguiu visibilidade e credibilidade sendo autêntico no seu conceito, mostrando a mais pura e real essência do que é uma batalha de mc. Aori aka Mc Lapa é nosso mestre de cerimônia nessa terceira edição da Batalha ao lado do DJ Babão comandando os beats. O show fica por conta do INUMANOS(RJ) - Inteligência Natural União Maior Através de Núcleos Originários do Subterrâneo - trazendo o underground à tona. Nessa edição quem define o vencedor de cada duelo é o público, com gritos e mãos para o alto para defender o candidato mais sagaz e carismático.

 

Pista M.I.C.R.O.F.O.N.I.A.

Dj Ocimar
Dj A
Dj Batma
***INUMANOS(RJ)*** Mc Aori + Dj Babão
Projeções VJ Reyzec

Mcs selecionados:
MC Ahoto**MC Qualhada**Mc Tikin**Mc Zigotto**Mc Marcão**Lucio Marques**Mc Lock**Mc Kabeça.

Pista BigUp

Coletivo BigUp (Freeky, Weirdo, Negativz)
Dj Ogro
Dj Babão (RJ) Bassline Set

31 de JULHO 22h - Sábado - Subsolo do Teatro Dulcina - Conic

Mulheres R$10, ate 1h depois R$15,

Homens R$ 15,

Estacionamento com segurança - Censura 18 anos

Infos: microfonia.bras.ilha@gmail.com
8173.0523

Realização: MANIFESTO
MANIFESTE-SE repasse esta mensagem.

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How To Rap: Chuck D 1

Jul26

A algum tempo atrás foi lançado o livro “How To Rap: The Art and Science of the Hip Hop MC” (Como fazer rap: A arte e ciência do MC de Hip Hop), livro que aborda mais de 104 emcees e desvenda técnicas de composição, explica como funciona a levada (flow), entre outras coisas.

Chuck D, Public Enemy, foi um dos entrevistados e logo abaixo temos a entrevista na íntegra feita pelo autor do livro, Paul Edwards, onde ele fala sobre composição, levada, performance ao vivo e divide um pouco da sua experiência. Vale a pena ler, seja você emcee ou admirador de rap.

 

How To Rap – Como você aprendeu a fazer rap?

Chuck D: Eu não sei se eu realmente ‘aprendi’ a fazer rap, a única coisa que sei é houve um tempo em que não existia Rap na música. Quando eu estava crescendo tínhamos os Last Poets e James Brown.

Depois eu me animei ao saber sobre alguns caras do Bronx que estavam fazendo essas fitas (fita k7), e fiquei intrigado com o ritmo e com a maneira deles apresentarem seus raps. Daquele dia em diante ,eu meio que imitei o que ouvia,  gostava dos caras que tinham grandes/boas vozes como o (Grandmaster) Melle Mel. Eu os achava incríveis, inacreditáveis, então eu  segui o estilo desses caras por algum tempo e mais tarde descobri e inventei o meu.

HTR – Você chegou a memorizar letras de outras pessoas?

CD: Sim, caras como DJ Hollywood, Eddie Cheeba e pessoas do gênero, eu os achava muito bons e gostava do jeito que faziam tudo.

HTR – Você treinou muito a escrita antes de se sentir bom o suficiente para se apresentar perante ao público, ou gravar alguma coisa?

CD: Na verdade não, eu sempre fui uma pessoa artística. Sempre fui bom com as artes: desenhar, pintar e coisas do tipo. Eu  lembro que queria me tornar um locutor de esportes ou comentarista, então o uso da minha voz veio primeiramente daí.

HTR – Quando escreve, você tem um processo esquematizado (algo como uma fórmula)?

CD: O jeito que eu mais gosto de escrever é bolando o título antes de tudo, para depois criar e trabalhar o resto .

HTR – Você escreve tudo no papel?

CD: Eu gostaria, mas o computador tem me ajudado muito nos últimos 10 anos. Eu escrevo no papel, mas depois arrumo tudo no computador.

HTR – Você alguma vez  ‘escreve’ ou já ‘escreveu’ de memória? (escreve a letra na mente)

CD: Não e sinceramente acho que esse é um processo muito desleixado. Eu acho que você até pode fazer algo brincalhão e frívolo desta forma, mas se  quer fazer algo que tenha alguma substância ou algum conteúdo e que fique por aí, na mente das pessoas,  por um bom tempo, por experiência própria, deve ser escrever antes.

HTR – De onde vem a maioria de suas idéias?

CD: Do mundo, das vizinhaças e áreas à minha volta. Existe um mundo imenso que circunda cada um de nós.

HTR – Você acha que ter um vocabulário vasto ajuda?

CD: Bem, você está usando palavras certo?  Então não importa em que idioma esteja rimando, é sempre de grande ajuda saber o maior número de palavras que puder. As palavras são a sua artilharia.

HTR – Pois é, mas você acha que pode ficar muito além do que o público pode entender se ficar muito complexo?

CD: É, bem, você pode até ficar além de alguns, mas acertar outras mentes. Acho que não deve existir tanta preocupação com as outras pessoas o tempo todo, algumas vezes o importante mesmo é fazer o que você sente.

HTR – Você pesquisa informações para as suas letras?

CD: Eu acho que faz sentido pesquisar sobre os fatos se você vai falar sobre alguma coisa profunda. É preciso prestar atenção no que se está falando então a pesquisa tem que vir de várias fontes. Eu acho que é fundamental poder provar intelectualmente ou academicamente o que se diz. É algo inteligente a se fazer, se você quer ser inteligente no que faz.

HTR – Você acha que um número maior de emcees deveriam abordar tópicos mais importantes?

CD: Bom, eu acho que é burrice uma pessoa de 40 anos não abordar assuntos que estão presentes na mente de um cara de 40 anos. Se uma pessoa com 40 anos está tentando adivinhar o que se passa na cabeça de um cara de 20……me diga, o quanto você quer ouvir esta pessoa?

HTR – Você acha que o Hip Hop vai voltar a ser mais político?

CD: Já está, isso depende de o que você está procurando e onde você está procurando. Eu acho que lugares como myspace e Youtube, e todos os similares na internet, tornam possível descobrir um grande número de pessoas novas fazendo o que acham importante.

HTR – Você acha que o movimento vai se tornar mais político de novo, no nível do mainstream?

CD: Eu não posso fazer essa previsão – o mainstream tem um monte de coisas diferentes acontecendo com ele, coisas das quais eu tento me manter longe ou alheio. Tentar prever isso é como tentar prever o tempo, e eu não sou um bom homem do tempo.

HTR – Você gosta de ter um conceito planejado antes de começar a escrever…..você mencionou que gosta de começar pelo título?

CD: Sim, com um título você consegue preencher as lacunas e ter uma conversa clara sobre o que está falando. O que eu quero dizer é, como você pode ter uma conversa clara sobre alguma coisa, se você não sabe sobre o que está falando?

Eu acho que em grande parte das vezes, o problema com os rappers é que eles não se escutam. Esse é um grande problema com a música Rap no momento – eles ouvem só o que faz sucesso, mas eles não se escutam. É mesma coisa que alguém falar o tempo todo e nunca parar para escutar os outros.

HTR – Você alguma vez começa a escrever sem ter um conceito ou idéia formada previamente?

CD: Letras, algumas vezes, simplesmente aparecem na minha cabeça. Ás vezes um grande pensamento ou grande idéia surge na minha cabeça, e eu quero construir uma letra a partir daquilo. Meu segredo é sempre anotar esse pensamento porque existe uma grande chance de eu perde-lo. Escrever as coisas, muita vezes, me salva.

HTR – Você tem algum modo particular de escrever a levada (o flow)?

CD: Eu tenho alguns modos, sim. Ás vezes escrevo uma linha por barra (per bar) ou faço um bom mapeamento onde eu anoto na página um monte de idéias diferentes.

HTR – É difícil rimar e fazer sentido ao mesmo tempo?

CD: Sim, é sim. Apesar disso, algumas vezes você não precisa rimar, algumas vezes você pode escrever algo profundo e não rimar, mas colocar uma palavra de terminação similar.

HTR – Quanto tempo você leva, em média, para escrever uma letra?

CD: Depende, algumas vêm rápido e outras aparecem durante um ano. Algumas vezes a coisa flui melhor quando demora mais , ás vezes o resultado fica melhor quando é rápido. A músida “Harder Than You Think” (do álbum “How You Sell Soul To a Souless People Who Sold Their Soul” , do Public Enemy) foi totalmente inspirada na música (instrumental) para que a letra pudesse ser escrita rapidamente, então ‘Harder Than You Think’ é provavelmente a música que escrevi mais rápido e provavelmente a música mais rápida para executar também.

HTR – Você gosta de escrever para o beat/instrumental que irá usar na música terminada?

CD: Ás vezes é possível escrever para o instrumental, ás vezes as palavras tem o seu próprio som e andamento.

HTR – Os produtores com quem você trabalha tem alguma interferência nos seus trabalhos?

CD: Sim, toda música que já escrevi foi colaborativa.

HTR – O seu jeito de escrever mudou desde que você começou?

CD: Sim, como um escritor você tem que saber mexer e lidar com várias técnicas diferentes. Sempre procurei fazer isso.

HTR – Você costuma usar a maioria das rimas que escreve?

CD: Eu tento. Estou sempre escrevendo então sempre vai existir alguma coisa que eu não vou usar, mas que posso aproveitar para alguma outra coisa.

HTR – O que é mais importante: o assunto abordado ou a levada?

CD: Eu acho que estas duas coisas estão pau a pau. Quando você está lendo palavras diretamente do papel, elas talvez não tenham a levada necessária, mas podem ter longevidade. E ás vezes você ouve algo e talvez nunca precise ler as palavras para entender, e aí você descobre que a levada também pode ser longeva. A levada tem mais a ver com a habilidade vocal, e as palavras tem mais a ver com a habilidade de escrita.

HTR – Se alguém tiver uma levada muito boa, isso pode chegar a compensar o fato de esta mesma pessoa não ser muito boa em abordar assuntos?

CD: Até pode, mas sempre por um período curto de tempo. Depois de um tempo vai ser tipo: “Okay o que mais você tem a oferecer? Ou, o que podemos fazer com isso?”

HTR – Foi um processo diferente quando Paris escreveu o seu álbum “Rebirth Of Nation”?

CD: Foi um pouco diferente, mas ele escreveu de uma forma que se assimilou a trabalhos que eu já tinha feito. Ele teve uma grande profundidade quando escreveu aquelas palavras e quando ele compôs a levada, se baseou no que eu já tinha feito. Ele definiu uma guia vocal para ser seguida – o jeito com que ele construiu tudo foi praticamente uma ciência, ele é tipo uma cientista/músico.

HTR – Com “Black Steel In Hour of Chaos”, você planejou a história antes, ou você foi construindo tudo conforme o processo avançava?

CD: Eu fiz conforme o trabalho ia andando. Algumas vezes eu escrevo uma idéia em algum lugar, e depois encaixo em algum tipo de levada poética.

HTR – Você memoriza a letra antes de gravar?

CD: Algumas vezes memorizo – é bem legal ter ela memorizada porque você pode brincar mais com ela. Com algumas coisas que eu tenho memorizadas, consigo criar e inventar vários tipos de entonação que talvez não conseguisse se estivesse lendo.

HTR – Você planeja quando e onde você vai respirar na faixa, para que você não perca o fôlego?

CD: Isso acontece enquanto eu escrevo. Quando se está escrevendo as palavras, você sabe o que é uma impossibilidade e o que é uma possibilidade. Então, se você precisa respirar e tem uma palavra comendo a outra, você provavelmente vai  ter que optar entre respirar e concluir o pensamento.

HTR – Você acha muito importante ter uma voz que se destaque?

CD: Eu acho, mas só posso falar por eu mesmo porque tenho uma voz diferente – se você tem uma voz que se distingue das outras não importa que idioma fale, você vai atrair atenção. Eu só conheço o inglês, mas digamos que eu vá para uma parte da Espanha onde eles só falam e entendem espanhol, a levada e a presença vocal vão se tornar prioridade.

HTR – Alguém que não tem uma boa voz pode se virar, se for um compositor muito bom?

CD: Ele  deve ser  um grande escritor, e em termos de performance pode até se tornar um bom performer, mas vai precisar de muito mais treino, dedicação e trabalho para superar um cara que tem apenas uma grande voz.

HTR – O que você acha que faz uma performance ao vivo ser boa?

CD: Projeção, convicção, crença naquilo que você está dizendo, confiança. A melhor performance é aquela em que você está falando com um público que não acredita muito no seu trabalho ou simplesmente não se importa ,e por isso não se esforça para prestar atenção, e no fim da sua apresentação  você fez este mesmo público entender o que você quis dizer, a mensagem que queria passar.

HTR – O que você acha dos emcees atuais se comparados com os emcees mais antigos?

CD: Eu acho que os emcees de hoje em dia estão tentando descobrir como serem similares uns aos outros, e os emcees mais antigos sempre tentaram descobrir como serem diferentes um dos outros.

 

 

Fonte: HH DX / http://rapevolusom.com/

Depois da Copa do Mundo, não se esqueça… 0

Jul16

Enfim, acabou a insanidade coletiva a qual grande parte do mundo e em especial o Brasil esteve emerso no último mês em função da copa do mundo. Entretanto algumas discussões vieram à tona por se tratar de uma Copa no continente africano, onde o povo, seus costumes, sua cultura e seu país se popularizaram desde as estridentes vuvuzelas até mesmo as calorosas ruas de Soweto. Porém como ficará essa admiração mundial  para com a África após o campeonato?

Neste sentido, temos uma grande indicação de conteúdo audiovisual para reflexão e vacina contra a alienação. Nosso grande amigo Crônica Mendes compartilha seu dom da palavra lançando a música ”Não se esqueça da África”, em um clipe que retrata uma visão necessária, engajada e revolucionária. O clipe, assim como “Faça por amor” já estreou na programação da MTV, confiram e reflitam…

Texto: Periferia Soberana

(Clipe - Crônica Mendes (A Família) - part: Tom Silva e Jairo Periafricania)

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